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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a negação de vistos de entrada para dois servidores norte-americanos do Departamento de Estado, que pretendiam se reunir com autoridades locais para debater o pleito de outubro, por entender que a visita trazia riscos de instrumentalização política relacionada às urnas eletrônicas.
A decisão do governo brasileiro barrou a viagem do subsecretário Riley Barnes e do subsecretário adjunto Samuel Samson. O pedido da comitiva estrangeira ocorreu logo após um encontro entre políticos brasileiros e diplomatas estrangeiros no qual foram levantadas dúvidas infundadas sobre a votação eletrônica.
Alegações sobre o sistema eleitoral
As suspeitas sobre o processo de votação voltaram a repercutir após o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) divulgar informações inverídicas durante uma reunião com diplomatas em Brasília. Na ocasião, o parlamentar declarou, sem apresentar qualquer comprovação, que os equipamentos brasileiros pertenceriam à empresa venezuelana Smartmatic.
Diante do episódio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu categoricamente a afirmação. A corte esclareceu que a Smartmatic jamais forneceu urnas ou programas de computador empregados nas eleições brasileiras.
O tribunal ressaltou que os equipamentos são projetados integralmente por especialistas e servidores da própria Justiça Eleitoral. Além disso, a produção física é realizada por empresas contratadas via licitação pública sob coordenação direta do TSE, o que assegura a transparência e a integridade do sistema.
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