A situação da malha urbana de Cajazeiras volta ao centro do debate público diante do avanço dos problemas estruturais provocados pelos constantes vazamentos da rede de abastecimento operada pela CAGEPA. Em diversos bairros da cidade, o cenário já se tornou recorrente: ruas abertas, calçamentos comprometidos, asfalto cedendo e sucessivos reparos emergenciais realizados após rompimentos de canos subterrâneos.

Os danos atingem especialmente ruas pavimentadas em paralelepípedos, mas também já avançam sobre áreas asfaltadas, gerando transtornos diários para moradores, comerciantes e motoristas. A frequência dos rompimentos chama atenção e evidencia um problema estrutural antigo que ultrapassa a manutenção corretiva e passa a envolver diretamente a capacidade operacional da rede hídrica urbana.

Levantamentos informais feitos por moradores apontam que dificilmente uma semana termina sem registros de novos vazamentos em diferentes pontos da cidade. Em alguns trechos, as tubulações ainda seriam remanescentes da implantação original do sistema de abastecimento, datada de 1964, período em que a expansão urbana de Cajazeiras era significativamente menor do que a realidade atual.

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A combinação entre rede envelhecida, pressão operacional e crescimento urbano acelerado transformou os vazamentos em um dos principais fatores de deterioração das ruas de Cajazeiras.

Nos Bastidores do Poder, o tema já começa a ganhar peso político e administrativo, principalmente diante das cobranças relacionadas à recuperação das vias públicas. Enquanto o município executa operações de tapa-buracos e recuperação de pavimentação, parte dos danos volta a surgir após novos rompimentos na rede hidráulica, criando um ciclo contínuo de desgaste urbano e aumento de custos públicos.

O debate também amplia a pressão sobre investimentos estruturantes na modernização do sistema de abastecimento. Especialistas em infraestrutura urbana avaliam que intervenções paliativas tendem a produzir apenas efeitos temporários quando não há substituição gradual da tubulação antiga.

Em meio ao crescimento urbano de Cajazeiras e às discussões sobre mobilidade e infraestrutura, o cenário reforça um desafio histórico enfrentado por diversas cidades do interior da Paraíba: equilibrar expansão urbana, manutenção de serviços essenciais e capacidade de investimento em redes estruturais antigas.

FONTE/CRÉDITOS: : WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.