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Nesta quinta-feira (11), a Polícia Civil prendeu em flagrante a proprietária de uma granja em Campina Grande, no Agreste paraibano, sob a acusação de poluição ambiental. A detenção ocorreu após a fiscalização constatar o descarte inadequado de material orgânico, que resultava em mau cheiro e proliferação de larvas na região.
A operação foi motivada por queixas de residentes do Distrito de São José da Mata. Durante a diligência, peritos e agentes confirmaram que efluentes líquidos da atividade industrial eram despejados diretamente na natureza, sem qualquer tratamento prévio.
O fluxo de resíduos atingia propriedades particulares vizinhas, vias públicas e até um curso d’água local. Esse cenário gerou áreas de alagamento contaminadas, provocando danos severos ao ecossistema da localidade.
Irregularidades e fiscalização
Além dos líquidos, a inspeção localizou carcaças de aves descartadas de maneira ilícita, violando as legislações vigentes. A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) acompanhou a ação para garantir o cumprimento das normas técnicas.
Amostras dos materiais encontrados foram coletadas para análise laboratorial. Os resultados integrarão o laudo pericial que servirá de base para o processo judicial contra o estabelecimento, cujo nome não foi oficialmente revelado pela polícia.
Após ser conduzida à delegacia, a empresária efetuou o pagamento de uma fiança estipulada em R$ 10 mil e obteve o direito de responder ao processo em liberdade. A Delegacia Especializada do Meio Ambiente de Campina Grande segue à frente do inquérito, que deve ser finalizado nos próximos dias.
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