O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu uma denúncia formal contra 20 integrantes de uma facção criminosa acusados de tráfico de drogas, extorsão, agiotagem armada e lavagem de dinheiro no Agreste e Brejo do estado. As acusações abrangem atividades ilícitas registradas entre 2024 e 2026 em sete municípios paraibanos.

A ação judicial é desdobramento da Operação Cadeia de Comando, desenvolvida após a análise de dados extraídos do celular de Naudivânio Ferreira da Silva. Ele era apontado como o líder estadual do grupo e acabou morto durante um confronto policial no estado de Pernambuco.

Estrutura e atuação nos municípios

Os denunciados operavam em localidades como Campina Grande, Esperança, Areia, Montadas, Areial, Pocinhos e São Sebastião de Lagoa de Roça. Segundo o MPPB, a rede criminosa se dividia em três núcleos operacionais de atuação territorial, além de uma divisão financeira focada no ocultamento de capitais.

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Estimativas apontam que o grupo movimentou mais de R$ 34 milhões por meio de pessoas jurídicas de fachada. Além do controle de pontos de venda de entorpecentes, as lideranças — algumas operando de dentro do sistema penitenciário — impunham punições corporais e ordens de execução a moradores e integrantes.

Na petição, o MPPB requer a condenação dos envolvidos, a fixação de valor mínimo para reparação dos danos e a perda de bens, veículos e armamentos apreendidos. Atualmente, cinco alvos cumprem pena em presídios paraibanos e um está detido em Minas Gerais.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072