O avanço da liberdade econômica no Brasil ganhou um novo capítulo com a apresentação do Projeto de Lei 3066/26, que tramita na Câmara dos Deputados. A iniciativa altera a Lei da Liberdade Econômica para combater a burocracia estatal e integrar bases de dados governamentais.

Uma das principais mudanças proíbe órgãos de governo de solicitarem documentos que já constem em registros oficiais. Dessa forma, as próprias instituições públicas passam a ser obrigadas a compartilhar essas informações entre si.

O texto também introduz um sistema nacional de sandbox regulatório. Trata-se de um ambiente de testes com normas flexíveis voltado para novos modelos de negócios, com autorização de funcionamento experimental por parte dos órgãos reguladores.

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Atualmente, esse formato de testes funciona de maneira restrita e temporária, concentrando-se principalmente no setor financeiro.

O autor da medida, deputado Josenildo (PDT-AP), aponta que a estratégia ajuda a diminuir o chamado "custo Brasil".

"A proposta incentiva a digitalização integral de processos administrativos, a interoperabilidade entre bases governamentais, a integração de sistemas públicos, a utilização de assinaturas digitais e o acompanhamento eletrônico em tempo real", declarou o parlamentar.

Aprovação de licenças e baixo risco

O texto estabelece a aprovação tácita de licenças caso o poder público ultrapasse o prazo para responder às solicitações dos empreendedores. A intenção é destravar processos emperrados pela lentidão administrativa.

Fica determinado ainda um padrão nacional unificado para atividades de baixo risco. Estados e municípios só poderão impor exigências extras se comprovarem riscos reais associados à atividade.

Além disso, o projeto cria o Ranking Nacional de Modernização Econômica, ferramenta voltada para medir o desempenho de estados e municípios com base na digitalização e na velocidade de abertura de empresas.

Próximos passos

A matéria seguirá para análise conclusiva nas comissões de Administração e Serviço Público; de Desenvolvimento Econômico; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que o texto entre em vigor, ele precisa passar pelo crivo da Câmara e do Senado Federal.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072