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Após a celebração realizada no Recife na última quinta-feira (29), o casamento de Juliette e Kaíque Cerveny teve um desdobramento sustentável: a cantora devolveu todos os 12,5 mil galhos de algodão usados na decoração para a associação de agricultores familiares da Paraíba que produziu o material, garantindo o seu reaproveitamento sem desperdício.
Produção sustentável e impacto social
Cultivada em Remígio, no Agreste paraibano, a matéria-prima foi fornecida pela Rede Borborema de Agroecologia. O cultivo demandou 150 dias de trabalho entre o plantio e a colheita, envolvendo também produtores de municípios vizinhos como Casserengue, Barra de Santa Rosa, Algodão de Jandaíra e Areia.
Ao todo, a ambientação contou com 5 mil galhos de algodão branco e 7,5 mil de algodão colorido, fibra que é símbolo de resistência nordestina e possui reconhecimento internacional. A representante da associação, Suzana Aguiar, destacou que a iniciativa gerou renda e promoveu visibilidade e pertencimento às famílias rurais.
Artesanato e moda regional na celebração
A valorização da cultura da Paraíba também se estendeu aos mimos do evento. Os convidados receberam 300 bolsas de crochê confeccionadas pela Associação das Crocheteiras do Lajeiro do Marinho, localizada em Boqueirão, cuja produção levou pouco mais de dois meses para ser concluída.
Completando a presença nordestina, os três vestidos usados por Juliette nas festividades — desde o filme pré-casamento até as cerimônias no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, e no Recife — foram criados pela estilista paraibana Rebeca Nepomuceno.
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