A Polícia Militar da Paraíba, por meio do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), divulgou nesta segunda-feira (26) uma nota oficial com sua versão sobre a ocorrência registrada na noite de domingo (25), em Uiraúna, no Sertão paraibano, envolvendo Marlon, filho da prefeita Leninha Romão.

O posicionamento da corporação foi divulgado após a gestora relatar ao portal Sertão que o filho teria sido vítima de agressões durante a abordagem policial e a condução à delegacia. A prefeita também acusou o comandante da ocorrência de fazer ameaças e de agir de forma inadequada durante a intervenção.

Na nota, a Polícia Militar apresenta uma versão diferente dos acontecimentos e afirma que a ocorrência começou quando o envolvido, identificado pelas iniciais M.H.D.S., passou a interferir no abastecimento de uma viatura policial, insistindo em manter contato físico com os militares, mesmo após pedidos para que se afastasse.

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Segundo a corporação, ao ser informado de que seria conduzido à delegacia, o homem teria resistido à intervenção e desferido um soco contra um dos policiais. A instituição afirma que, diante da situação, foi necessário realizar a contenção.

Polícia justifica uso de algemas

Ainda conforme o comunicado, o uso de algemas ocorreu em razão da resistência e das tentativas de avançar contra o policial. A PM acrescentou que esse comportamento também teria sido registrado nas dependências da delegacia.

Sobre o embarque na viatura, a corporação afirma que o homem entrou por seus próprios meios no compartimento de custódia, sob orientação de um policial, sem oferecer resistência naquele momento. A nota também nega que ele tenha sofrido agressões durante esse procedimento.

A Polícia Militar informou que o comando da 2ª Companhia do 6º BPM prestou apoio no encaminhamento à delegacia. O envolvido foi apresentado à autoridade policial e submetido a avaliação médica, com acompanhamento de seu advogado.

Prefeita relatou agressões e ameaças

Em seu relato ao Blog do Silvano Dias, Leninha Romão afirmou que recebeu uma mensagem informando que o filho estava detido e foi até o local. Segundo ela, Marlon estava acompanhado por policiais e dizia que não havia feito nada.

A prefeita declarou que, quando o comandante chegou, teria ordenado que o filho fosse algemado e colocado no compartimento de custódia da viatura. Ela também acusou o oficial de fazer referência ao voto dela no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ameaçá-la durante a ocorrência.

Leninha relatou ainda que o veículo policial teria avançado em sua direção quando ela estava à frente da viatura. Segundo a gestora, após o episódio, ela caiu no chão e teria sido puxada por policiais.

A prefeita afirmou também que Marlon permaneceu detido por mais de três horas, apresentava um hematoma na região lombar e sentia fortes dores na coluna, além de estar com a pressão arterial elevada. Essas informações foram apresentadas por ela em seu relato ao blog.

Polícia nega motivação política

Ao final da nota, a Polícia Militar afirma que a intervenção decorreu das condutas apresentadas durante o atendimento e nega motivação político-partidária.

A instituição reafirmou o compromisso com a legalidade, a impessoalidade e o respeito aos direitos individuais, informando que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos.

Até o momento, com base nas informações disponibilizadas para esta reportagem, há versões divergentes sobre a ocorrência. As acusações feitas pela prefeita e as justificativas apresentadas pela Polícia Militar devem ser tratadas como relatos das partes, sem antecipar conclusões sobre eventuais responsabilidades.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072