A Paraíba contabilizou 12 feminicídios nos primeiros cinco meses de 2026, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esses crimes hediondos contra mulheres foram registrados em diversas localidades do estado, incluindo João Pessoa, Arara, Itapororoca, Conceição, Guarabira, Desterro, Baía da Traição, Lagoa Seca e Piancó, evidenciando a persistência da violência de gênero na Paraíba.

Uma análise detalhada dos registros mensais revela que janeiro e março foram os períodos mais críticos, com quatro e três casos de feminicídios, respectivamente, sublinhando a urgência de medidas preventivas contínuas.

Além dos casos consumados, a Paraíba também registrou 12 tentativas de feminicídio no mesmo período de 2026. Essas ocorrências se distribuíram ao longo dos meses: três em janeiro, duas em fevereiro, três em março, uma em abril e outras três em maio.

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As tentativas foram reportadas em cidades como Alagoa Grande, Bonito de Santa Fé, Cabedelo, Campina Grande, João Pessoa, Monteiro, Natuba, Pedras de Fogo, Picuí, Pilar, Pombal e Puxinanã, mostrando a abrangência geográfica da violência.

O cenário de 2025 na Paraíba foi alarmante, com um total de 36 feminicídios. Este patamar iguala o pior registro desde a sanção da Lei do Feminicídio em 2015, repetindo o número de 2019.

Adicionalmente, o volume de casos em 2025 representou um aumento de 38% em comparação com os dados de 2024, indicando uma escalada preocupante da violência.

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O que é feminicídio?

Embora o texto original não detalhe a definição, é fundamental compreender que o feminicídio é o assassinato de uma mulher "em razão da condição de sexo feminino", conforme previsto na Lei nº 13.104/2015. Isso inclui casos de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Tendência nacional

A situação na Paraíba reflete uma preocupante tendência nacional. O Brasil registrou um recorde histórico de feminicídios em 2025, com mais de 1.470 casos entre janeiro e dezembro, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Este total ultrapassa os 1.464 registros de 2024, estabelecendo a maior marca já documentada e indicando a intensificação da violência contra a mulher em todo o país.

Em média, os dados oficiais de feminicídios no ano passado revelam que quatro mulheres foram mortas diariamente no Brasil, um número que ressalta a gravidade do problema.

Como denunciar

Para combater a violência e proteger as mulheres, é crucial que denúncias de estupros, tentativas de feminicídio, feminicídios consumados e outras formas de agressão sejam realizadas. Existem canais específicos para isso.

  • 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
  • 180 (Central de Atendimento à Mulher)
  • 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar - para casos de emergência)
FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072