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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta sexta-feira (19), os desdobramentos da segunda etapa da Operação Alienatio Ficta, que visa desmantelar uma organização criminosa responsável por uma fraude veicular bilionária contra o sistema financeiro. A ação ocorreu em diversos estados brasileiros para interromper um esquema que causou prejuízos estimados em até R$ 300 milhões.
Segundo o delegado Filype Utsch, o grupo é suspeito de manipular o financiamento e o seguro de mais de 2 mil automóveis. O golpe envolvia desde carros em circulação até unidades que ainda estavam nos pátios das montadoras, afetando fabricantes, instituições bancárias e cidadãos comuns.
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Expansão da ofensiva policial e prisões efetuadas
Durante esta nova fase, os agentes executaram mandados judiciais em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Paraíba. No total, cinco indivíduos foram detidos em cidades como Taubaté, Divinópolis e Foz do Iguaçu, somando nove prisões desde o início do inquérito.
Diligências também foram realizadas no Rio de Janeiro para localizar outros integrantes da rede criminosa. A investigação, que teve início em outubro de 2024, busca agora identificar ramificações ainda mais profundas da quadrilha em território nacional.
Entenda a dinâmica da organização criminosa
O esquema de corrupção iniciava com a clonagem de dados veiculares para simular vendas fictícias. Com a conivência de funcionários de revendedoras, o grupo solicitava financiamentos bancários para veículos que, muitas vezes, sequer haviam sido emplacados ou saído da fábrica.
Para conferir legitimidade ao processo, empresas de vistoria adulteravam laudos técnicos. Isso permitia que os bancos liberassem o crédito e que os dados fossem inseridos nos sistemas dos Detrans para consolidar a transferência de propriedade e o recebimento ilícito dos valores.
Além do golpe financeiro, os criminosos monitoravam placas nas ruas para coletar informações e contratavam seguros para os carros clonados. Na sequência, registravam ocorrências falsas de furto para lucrar com o recebimento de indenizações das seguradoras.
Patrimônio de luxo e próximos passos
A Polícia Civil estima que o montante desviado desde 2024 varie entre R$ 100 milhões e R$ 300 milhões. Até o momento, a Justiça bloqueou R$ 300 mil em contas bancárias e confiscou cerca de R$ 5 milhões em veículos de alto padrão, incluindo modelos da Porsche, Mercedes-Benz e Dodge.
Os investigados ostentavam um padrão de vida elevado, residindo em condomínios de luxo no interior paulista. A próxima etapa da investigação focará em identificar a participação de agentes públicos e o possível envolvimento de funcionários do setor bancário no esquema.
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