A prévia da inflação oficial do país registrou forte desaceleração e ficou em 0,06% em julho, favorecida pela queda no preço dos alimentos. Os dados do IPCA-15 foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE e refletem os preços pesquisados no mercado brasileiro entre 17 de junho e 15 de julho.

O índice mostrou expressiva perda de fôlego em relação a junho, quando atingira 0,41%. O resultado de julho também se manteve abaixo do patamar registrado no mesmo mês do ano anterior, que foi de 0,33%.

Com esse desempenho, o indicador passa a acumular uma variação de 3,51% no ano. Quando considerado o período acumulado dos últimos 12 meses, a taxa atinge 4,52%.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Habitação e alimentos têm impactos opostos no índice

O setor de habitação exerceu a maior pressão de alta sobre o índice, com avanço de 0,97%. O movimento foi puxado pelo reajuste de 3,03% na energia elétrica residencial e pelo aumento de 0,26% nas tarifas de água e esgoto.

Por outro lado, o grupo de alimentação e bebidas registrou deflação de 0,66%, atuando como o principal alívio para conter a taxa geral do mês.

O custo para preparar refeições em casa caiu 1,14%, impulsionado pela redução no valor de itens como tomate (-19,95%), batata-inglesa (-10,03%) e café moído (-3,13%). Já a alimentação fora de casa seguiu em alta, subindo 0,55% no período.

Desempenho dos demais setores

Entre os outros grupos acompanhados, quatro registraram variação positiva de preços: saúde e cuidados pessoais (0,28%), artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%) e despesas pessoais (0,08%).

Em contrapartida, três segmentos apresentaram deflação: vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%).

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072