Tornar a rede elétrica mais resistente a fortes vendavais, a exemplo dos temporais que atingiram São Paulo e o Rio de Janeiro recentemente, exige aportes financeiros elevados por parte das concessionárias de energia. A avaliação técnica é do professor Edson Watanabe, vinculado ao Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ.

Investir em fiação subterrânea e realizar podas preventivas de árvores nos períodos corretos são medidas fundamentais para mitigar a vulnerabilidade do sistema elétrico. Contudo, especialistas reforçam que essas ações esbarram na falta de manutenção adequada por parte das empresas responsáveis.

Enquanto áreas com redes subterrâneas sofrem menos interrupções, regiões dependentes de cabeamento aéreo continuam lidando com quedas frequentes de galhos e postes durante intempéries climáticas. A ampliação da infraestrutura subterrânea, embora mais custosa, oferece ganhos expressivos em confiabilidade a longo prazo.

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Planos de contingência e gestão de riscos

Por outro lado, especialistas em desastres ponderam que a substituição completa de linhas aéreas por subterrâneas nem sempre é viável, pois envolve altos custos urbanísticos e riscos associados a inundações e furtos. O foco principal deve estar na criação de planos de contingência robustos.

Instituições e prestadoras de serviços precisam mapear ameaças potenciais, como vendavais e ondas de calor extremo, antecipando falhas operacionais. A preparação prévia com equipes treinadas e recursos alocados é indispensável para enfrentar eventos climáticos severos sem paralisar os serviços essenciais.

Impacto na rotina dos consumidores

Enquanto o debate sobre infraestrutura avança, centenas de moradores continuam sem o fornecimento de luz e internet após as tempestades. Consumidores afetados relatam prejuízos com alimentos estragados e criticam a falta de prazos claros por parte das distribuidoras para o restabelecimento do serviço.

As concessionárias que operam no estado informaram que equipes seguem mobilizadas para normalizar a situação nas regiões afetadas, embora milhares de residências permaneçam às escuras, evidenciando a urgência de melhorias estruturais no setor.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072