A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) analisa nesta terça-feira (3) um recurso da defesa do influenciador Hytalo Santos e de seu marido, Israel Vicente, que solicita a revogação da prisão preventiva de ambos. O casal está detido desde agosto de 2025 e busca responder em liberdade após a condenação por produção de conteúdo pornográfico com adolescentes.

Histórico das investigações e desdobramentos

Ambos cumprem a medida cautelar na Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa. A ação contra os criadores de conteúdo teve início em dezembro de 2024, quando o Ministério Público da Paraíba (MPPB) passou a apurar denúncias de exploração de menores nas redes sociais dos investigados.

A repercussão do caso se intensificou em agosto de 2025, após denúncias públicas veiculadas pelo criador de conteúdo Felca. O desdobramento resultou no bloqueio das contas oficiais de Hytalo Santos, na desmonetização de seus canais e na proibição judicial de manter contato com os adolescentes envolvidos.

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Detenção em São Paulo e condenação

Após mandados de busca e apreensão cumprirem diligências na capital paraibana, o casal foi localizado e detido preventivamente em Carapicuíba, na Grande São Paulo, em 15 de agosto de 2025. Dias depois, ambos foram transferidos para o sistema prisional da Paraíba.

Em fevereiro de 2026, veio a condenação em primeira instância emitida pela comarca de Bayeux. O juízo fixou a pena do influenciador em 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto seu cônjuge recebeu a sanção de 8 anos, 10 meses e 20 dias, ambas estipuladas em regime inicialmente fechado.

Novas apurações e outros processos

Paralelamente às acusações criminais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Ministério Público do Trabalho requereu o bloqueio de até R$ 20 milhões em bens do casal. A medida visa assegurar indenizações por suposta exploração trabalhista e suspeitas de movimentações atípicas para blindagem patrimonial.

Em julho de 2026, os investigados também se tornaram alvos de uma operação do Gaeco referente à lavagem de dinheiro decorrente de apostas ilegais. Além dessa frente, o influenciador responde a outros 14 procedimentos judiciais no estado, abrangendo disputas cíveis e criminais.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072