A comunicação sertaneja está de luto. Morreu nesta segunda-feira (2), no Hospital Regional de Cajazeiras (HRC), o radialista e narrador esportivo Arnaldo José de Lima, conhecido carinhosamente como Bino. Um dos nomes conhecidos da crônica esportiva regional, ele enfrentava problemas de saúde há alguns anos, entre eles a doença de Alzheimer. Mais recentemente, também havia recebido o diagnóstico de um tumor no cérebro.

Natural de Cajazeiras, Arnaldo construiu uma trajetória marcada pela paixão pelo rádio, pelo esporte e pela comunicação popular. Sua voz vibrante e seu estilo espontâneo conquistaram ouvintes e admiradores em diferentes cidades da Paraíba.

Trajetória começou na Difusora Rádio Cajazeiras

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A carreira de Arnaldo teve início na Difusora Rádio Cajazeiras, onde apresentou programas musicais, entre eles Bom Dia Nordeste e Forró do Varandão. Após seis anos na emissora, transferiu-se para a Rádio Alto Piranhas, onde recebeu o desafio de narrar partidas de futebol.

O que começou como uma oportunidade inesperada transformou-se em uma carreira de destaque. Com narrações vibrantes e facilidade de comunicação, Bino tornou-se uma das vozes reconhecidas do esporte no Alto Sertão paraibano.

Passagem por emissoras e atuação no esporte

Ao longo da vida profissional, também trabalhou na Rádio Jornal, de Sousa, na Rádio Independente, de Catolé do Rocha, e na Rádio Sanhauá, de João Pessoa. Além da atuação como comunicador, exerceu a função de árbitro de futebol.

Sua popularidade ultrapassou os estúdios de rádio. Arnaldo também ficou conhecido por animar comícios políticos e participar de grandes eventos populares na região. Na vida pública, chegou a exercer a função de diretor do Terminal Rodoviário de Cajazeiras.

Legado na comunicação sertaneja

Com sua morte, o rádio regional perde um profissional que marcou época com suas narrações, bordões e presença nos microfones. Sua trajetória permanece na memória de colegas de profissão, amigos, ouvintes e admiradores que acompanharam sua contribuição para a comunicação do Sertão.

A voz de Arnaldo Lima, o Bino, se cala, mas sua história permanece viva na memória de Cajazeiras e de toda a região.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSON DE SOUZA – Jornalista | REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072