O filósofo do corredor da TV Sertão, conhecido pelas análises bem-humoradas, pelos fuxicos e por uma boa “cuxixada” nos intervalos do trabalho, anda meio desencantado com o nível da campanha eleitoral.

Ao acompanhar a sequência de ataques, acusações e respostas atravessadas entre candidatos, ele encontrou uma definição própria para o cenário: “É como se estivessem em um açougue, com um candidato esquartejando o outro”.

A frase é uma metáfora bem-humorada, mas retrata o endurecimento do debate político. À medida que a eleição se aproxima, propostas e discussões sobre os problemas da população começam a dividir espaço com confrontos pessoais e tentativas de desgaste dos adversários.

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Quando a campanha vira um “açougue eleitoral”, o debate de ideias corre o risco de ser substituído pela disputa para saber quem consegue ferir mais a imagem do outro.

O aumento da temperatura não acontece por acaso. Na reta final, candidatos e grupos políticos procuram consolidar seus eleitores, conquistar os indecisos e impedir o avanço dos concorrentes. Nesse ambiente, qualquer declaração pode se transformar em munição eleitoral.

Para o eleitor, o desafio será separar denúncias relevantes, críticas legítimas e cobranças públicas das provocações produzidas apenas para gerar repercussão. A intensidade dos ataques nem sempre corresponde à importância dos temas apresentados.

Nos Bastidores do Poder, a expectativa é de que a tensão aumente à medida que a votação se aproxima. Ainda faltam 24 dias para as urnas revelarem quem conseguiu sobreviver politicamente à disputa — e quem será derrotado pelo voto popular.

Até lá, o filósofo do corredor continuará acompanhando, entre um fuxico e uma “cuxixada”, os próximos capítulos desse açougue eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.