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O ex-prefeito de Cajazeiras, Carlos Antônio, deve permanecer no grupo político que apoia a candidatura de João Azevêdo ao Senado Federal. A tendência representa uma mudança de direção após o ex-gestor sinalizar, em declaração concedida recentemente a um blog de notícias, que poderia não acompanhar o ex-governador na disputa eleitoral.
A manifestação provocou surpresa nos bastidores do poder em Cajazeiras, principalmente porque, até aquele momento, não havia qualquer movimentação pública que apontasse para um afastamento entre Carlos Antônio e João Azevêdo. A possibilidade de ruptura abriu espaço para diferentes interpretações sobre o posicionamento do ex-prefeito no cenário político de 2026.
De acordo com informações de bastidores, Carlos Antônio teria revisto a posição após ouvir pessoas próximas e avaliar as consequências políticas de um eventual rompimento. A orientação teria sido pela preservação da aliança construída nos últimos anos, especialmente diante da necessidade de manter a unidade do projeto estadual liderado pelo governador Lucas Ribeiro.
O recuo indica que a manutenção da aliança estadual deve prevalecer sobre os desgastes e as divergências acumuladas no cenário político de Cajazeiras.
Ao justificar a possibilidade de não apoiar João Azevêdo, Carlos Antônio teria mencionado “arranhões” na relação política envolvendo o deputado estadual Chico Mendes, candidato a primeiro suplente na chapa para o Senado. A declaração revelou que questões locais poderiam interferir diretamente na composição estadual.
A movimentação ganhou relevância porque Chico Mendes possui atuação política consolidada no Alto Sertão e ocupa posição estratégica no projeto eleitoral de João Azevêdo. Um afastamento de Carlos Antônio poderia produzir novos desdobramentos na organização das forças governistas em Cajazeiras e ampliar as disputas internas pela condução do grupo no município.
Apesar do desconforto externado, Carlos Antônio não anunciou oficialmente qualquer rompimento com João Azevêdo. Também não foi apresentada, até o momento, uma declaração pública definitiva retirando o apoio à candidatura do ex-governador.
A tendência, portanto, é que o ex-prefeito mantenha sua participação no projeto estadual, evitando que os atritos envolvendo lideranças locais provoquem uma divisão mais ampla. O episódio, entretanto, evidencia que a construção da unidade governista em Cajazeiras ainda depende de diálogo e acomodação entre grupos que possuem interesses próprios dentro da Política da Paraíba.
Nos bastidores, o movimento é interpretado como uma tentativa de conter o desgaste antes que ele ganhe dimensão eleitoral. A permanência de Carlos Antônio na aliança preserva a relação com João Azevêdo e mantém o ex-prefeito conectado à estrutura política comandada por Lucas Ribeiro, embora não elimine os sinais de tensão existentes no plano municipal.
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