A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) começa a ganhar forma com a movimentação do deputado estadual Wilson Filho (Republicanos), que articula apoio de parlamentares de diferentes legendas para assumir o comando do Legislativo estadual.

Segundo informações divulgadas pelo portal Política da Paraíba, deputados do PSB, PP e MDB já teriam assinado uma lista de apoio ao parlamentar. Entre os nomes citados estão Camila Toscano, do MDB, e os deputados Tibério Limeira, Nil Mendes e Nelinho Costa, do PSB. Integrantes do Progressistas também teriam sinalizado adesão à articulação.

O Republicanos apresentou oficialmente o nome de Wilson Filho na semana anterior à divulgação da notícia, contando com o apoio dos oito deputados da bancada, incluindo o atual presidente da Casa, Adriano Galdino.

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O movimento demonstra que a sucessão na ALPB já mobiliza diferentes partidos, mesmo antes de uma discussão formal entre as principais lideranças políticas do estado.

A articulação, entretanto, ocorre em meio a uma orientação de cautela por parte de integrantes do grupo governista. O governador Lucas Ribeiro afirmou que pretende discutir a sucessão na Assembleia somente após o segundo turno da eleição presidencial, disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Na mesma direção, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro teria telefonado para parlamentares da base e recomendado que aguardassem o encerramento da disputa presidencial antes de antecipar manifestações de apoio. A orientação foi divulgada pelo próprio Política da Paraíba em reportagem publicada em 8 de outubro.

Esse cenário coloca em evidência duas movimentações simultâneas: de um lado, a formação antecipada de apoios em torno de Wilson Filho; de outro, a tentativa de adiar a definição política para um momento considerado mais oportuno pelas lideranças governistas.

A presidência da Assembleia tem relevância institucional porque envolve a condução dos trabalhos legislativos, a organização das atividades parlamentares e a representação política da Casa. Por isso, a escolha do futuro presidente não se limita à disputa interna de uma bancada, mas passa também pela capacidade de diálogo entre partidos e grupos políticos.

Além de Wilson Filho, o deputado estadual Eduardo Carneiro também aparece como interessado na disputa. A presença de mais de um nome no cenário indica que a sucessão ainda está em construção, sem que os apoios mencionados sejam suficientes, isoladamente, para confirmar o resultado final.

Outro ponto que merece atenção é a diferença entre manifestações individuais de apoio e um acordo político consolidado. A existência de uma lista de adesões pode indicar avanço nas conversas, mas o cenário ainda depende da confirmação dos compromissos assumidos e da evolução das negociações entre as bancadas.

A disputa, portanto, deverá ser acompanhada não apenas pela quantidade de assinaturas reunidas por cada candidato, mas também pelas posições das principais lideranças e pela capacidade de construir entendimento dentro do Legislativo paraibano.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072