A política paraibana tem dessas coisas: uma declaração sobre o futuro pode provocar sorrisos no presente. Foi o que aconteceu com o deputado estadual Chico Mendes (PSB), primeiro suplente do senador eleito João Azevêdo (PSB), após o governador Lucas Ribeiro (PP) apontar o ex-governador como um excelente nome para disputar a Prefeitura de João Pessoa em 2028.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (8), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM. Na ocasião, Lucas chegou a sugerir o slogan “João para cuidar de João”, mas fez uma ressalva importante: ainda não havia conversado com Azevêdo sobre a possibilidade nem conhecia a disposição dele para entrar na disputa municipal.

Nos bastidores, a fala ganhou outro significado para Chico Mendes. Caso João Azevêdo decida disputar a Prefeitura da capital e precise deixar o Senado, a situação poderá abrir caminho para que o primeiro suplente assuma a cadeira. É justamente nessa possibilidade que reside o interesse político em torno da declaração.

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Uma hipótese eleitoral para 2028 pode representar, para Chico Mendes, uma perspectiva concreta de chegar ao Senado, mas ainda existe uma distância considerável entre uma manifestação pública de apoio e uma candidatura efetivamente definida.

O cenário depende, antes de tudo, das decisões de João Azevêdo. Até aqui, não há confirmação de que ele pretenda trocar o mandato no Senado por uma disputa municipal. A própria ressalva feita por Lucas Ribeiro demonstra que a conversa ainda está no terreno das possibilidades.

A movimentação também evidencia como as articulações para 2028 já começam a produzir efeitos nos bastidores da política paraibana. Uma declaração, mesmo sem compromisso formal, pode alimentar expectativas, estimular conversas e colocar nomes em circulação antes mesmo de qualquer decisão oficial.

Para Chico Mendes, portanto, o momento é de expectativa. O sorriso atribuído ao deputado após tomar conhecimento da fala pode até traduzir o entusiasmo com a perspectiva, mas não altera o principal dado político: a possibilidade existe, mas depende de uma decisão que ainda não foi anunciada por João Azevêdo.

Na política, as peças começam a se movimentar muito antes de o tabuleiro estar definido. E, nesse caso, uma hipótese envolvendo a Prefeitura de João Pessoa pode acabar tendo reflexos diretos na composição do Senado.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072