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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3728/21, que garante atendimento acessível a mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica. A medida altera a Lei Maria da Penha para assegurar suporte inclusivo presencial ou remoto.
O texto assegura o uso de recursos como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), Braille e tecnologias assistivas. Essa assistência especializada se estende aos âmbitos policial, judicial e pericial, além de alcançar os serviços da Defensoria Pública e de assistência judiciária gratuita.
Segundo a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a proposta evita que barreiras comunicacionais impeçam a denúncia e a obtenção de medidas protetivas de urgência. Para ela, a iniciativa também impede a revitimização dessas mulheres ao buscar órgãos de segurança e perícia.
Compromissos internacionais
A parlamentar destacou que a mudança cumpre acordos internacionais ratificados pelo Brasil. Entre eles, estão a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Próximos passos
Como tramitou em caráter conclusivo e não sofreu alterações na Câmara, o projeto de lei poderá seguir diretamente para a sanção do presidente da República, caso não haja recurso para análise em Plenário.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional.
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