A decapitação de três jovens na Grande João Pessoa faz parte de uma retaliação direta na disputa territorial entre facções rivais, segundo revelou a Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (17).

De acordo com o delegado Cristiano Santana, superintendente da corporação, os episódios representam tentativas de demonstração de força e domínio por parte de quadrilhas que buscam ampliar seu espaço na região metropolitana.

Até o momento, duas pessoas ligadas aos crimes foram detidas pelas autoridades. Ambas pertencem à mesma facção criminosa, conforme apontaram os levantamentos iniciais conduzidos pelos investigadores.

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As diligências começaram em 17 de agosto, após a localização da cabeça de Anderson Diego. O corpo da vítima ainda não foi achado, mas equipes da segurança pública contam com o auxílio do Corpo de Bombeiros para apurar denúncias.

Relembre os casos na região

Um corpo sem cabeça foi localizado na tarde de quarta-feira (16), próximo à Ponte do Baralho, na divisa entre Bayeux e a capital. A corporação apura se os restos mortais correspondem ao membro achado dentro de uma mochila na comunidade Saturnino de Brito.

No domingo anterior (13), outra cabeça foi encontrada em uma área de mata no bairro de Gramame. O achado ocorreu logo após a violação de um túmulo no Cemitério São José, no bairro de Cruz das Armas.

O delegado Thiago Cavalcanti informou que a mãe de Jonailton José Venâncio reconheceu traços semelhantes no membro localizado. O corpo da vítima havia sido desenterrado e carbonizado, mas exames do IPC-PB confirmarão a identidade.

Outro episódio ocorreu em 17 de agosto no bairro Colinas do Sul, onde testemunhas relataram que criminosos armados jogaram uma cabeça humana na rua após efetuarem disparos na comunidade Colinas de Gramame.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072