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A 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Santa Helena escancarou o que aliados do prefeito João Cléber tentam sustentar no discurso: uma gestão pressionada por cobranças estruturais, desgaste político crescente e resistência pública à transparência. Nos bastidores, o clima foi de blindagem institucional. No plenário, o recado foi ainda mais duro.
O episódio mais sensível da sessão envolveu o Requerimento nº 07/2026, apresentado pelos vereadores de oposição Breno Rolim, Rogério Leite e Valdivan Abrantes, solicitando acesso completo às despesas do Carnaval 2026 e das festividades de emancipação política do município.
A resposta da base aliada veio em bloco: o pedido foi derrubado por 5 votos a 4.
A rejeição ao requerimento não encerrou o debate. Pelo contrário: ampliou as suspeitas e alimentou o discurso de falta de transparência dentro da administração municipal. Em um momento em que a população cobra prioridades básicas, a decisão de impedir acesso às informações sobre gastos festivos transformou a sessão em um forte desgaste político para o Executivo.
Enquanto isso, demandas essenciais seguem acumuladas principalmente na zona rural, onde moradores enfrentam dificuldades históricas de locomoção e infraestrutura.
Outro ponto que ampliou o desgaste da gestão foi a manutenção do veto total do prefeito ao Projeto de Lei nº 008/2026, que autorizava professores da rede municipal a utilizarem o transporte escolar em assentos vagos.
João Cléber justificou a decisão com argumentos técnicos e legais, citando vício de iniciativa e impacto na responsabilidade fiscal. Porém, na prática, o veto foi interpretado dentro da própria sessão como mais um sinal de distanciamento da gestão em relação às necessidades reais dos servidores da educação.
A medida gerou forte repercussão política porque atinge diretamente profissionais que enfrentam deslocamentos diários enquanto o município possui rotas já existentes e veículos circulando.
Na infraestrutura, os próprios parlamentares aliados acabaram expondo a fragilidade administrativa da gestão. O vereador Carlos Júnior precisou admitir publicamente os problemas de mobilidade enfrentados pela população rural, reconhecendo que as dificuldades atingem várias regiões do município.
As cobranças se espalharam por diferentes comunidades, incluindo pedidos para construção de passagens molhadas, melhorias em acessos rurais e implantação de equipamentos esportivos em localidades como Melancias, Cacimba do Gado e Gonçalves.
O cenário revelado na sessão mostra uma administração que mantém estabilidade política graças à maioria no Legislativo, mas que enfrenta sinais claros de desgaste diante das cobranças populares.
Enquanto requerimentos sobre gastos públicos são barrados, moradores aguardam estradas, professores enfrentam dificuldades de transporte e a população segue sem respostas objetivas sobre o destino dos recursos utilizados em eventos festivos. Em Santa Helena, a blindagem política pode até conter debates dentro da Câmara, mas já não consegue esconder o aumento da pressão nas ruas.
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