A 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Santa Helena revelou um cenário político cada vez mais tensionado nos bastidores, mas não por embates administrativos contra a gestão municipal. O que veio à tona foi uma crise marcada por denúncias de violência política, intimidação digital e ataques pessoais dentro do ambiente parlamentar.

A vereadora Fabiana, única mulher da Casa, utilizou a tribuna para denunciar episódios de machismo estrutural, interrupções constantes durante falas parlamentares e ataques coordenados em redes sociais. O discurso da parlamentar teve como eixo central a defesa de sua dignidade política e do respeito ao mandato conquistado democraticamente.

A análise do próprio andamento da sessão desmonta qualquer narrativa de enfrentamento institucional ao Executivo. O prefeito João Cléber teve todos os projetos aprovados sem resistência. Entre as matérias aprovadas por unanimidade estavam a abertura de crédito especial de R$ 96 mil e a atualização salarial para profissionais das áreas de engenharia e veterinária.

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Nem mesmo o veto integral do Executivo ao projeto sobre transporte escolar para professores provocou reação mais contundente no plenário. O veto foi mantido sem grandes debates. O único movimento minimamente oposicionista ocorreu na rejeição, por 5 votos a 4, de um requerimento que solicitava informações sobre despesas do Carnaval.

Enquanto isso, vereadores ampliaram as denúncias sobre o ambiente político da cidade. O parlamentar Nielson afirmou que práticas de intimidação estão desgastando a própria credibilidade da oposição local. Já o presidente da Câmara, Danilo Rolim, revelou episódios graves envolvendo ataques à sua família, incluindo apedrejamento de residência e disseminação de calúnias virtuais.

O que a sessão escancarou não foi uma crise administrativa, mas um desgaste ético dentro do debate político municipal. Sem conseguir confrontar o Executivo no campo técnico ou legislativo, parte do ambiente político mergulha em estratégias de pressão virtual, ataques pessoais e tentativas de constrangimento público.

No saldo político da sessão, a gestão municipal saiu fortalecida institucionalmente, com sua pauta aprovada sem obstáculos. Já o Legislativo deixou evidente um alerta sobre o avanço da violência política e da radicalização digital em Santa Helena.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.