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A campanha eleitoral à Presidência da República movimentou os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (10), com agendas públicas realizadas em Natal (RN) e no Rio de Janeiro (RJ) para apresentar propostas socioeconômicas.
Em comício na capital potiguar, Lula destacou as transformações ocorridas no Nordeste durante os governos do PT, comparando os investimentos da esquerda com os das gestões de direita na região.
O presidente discursou ao lado da governadora Fátima Bezerra, do candidato Cadu de Lula e de governadores eleitos do Ceará, Bahia, Piauí e Paraíba, ressaltando iniciativas como o programa Pé de Meia.
Segundo Lula, o projeto educacional evitou que 500 mil jovens abandonassem o ensino médio, criticando possíveis cortes orçamentários da oposição que poderiam afetar a educação e o orçamento das famílias.
O candidato petista questionou a proposta de redução orçamentária de R$ 250 bilhões apresentada por Flávio, afirmando que a elite brasileira historicamente prefere cortar investimentos voltados à população de menor renda.
A respeito do cenário internacional, Lula mencionou o conflito entre Estados Unidos e Irã. Ele explicou que o Brasil usa recursos da exportação de petróleo para subsidiar a gasolina e conter os impactos da guerra nos preços dos alimentos.
Ato político no Rio de Janeiro
Em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, Flávio Bolsonaro liderou uma moto-carreata ao lado do candidato ao governo estadual Douglas Ruas, prometendo impulsionar empregos, tecnologia e desenvolvimento local.
Durante o evento, o presidenciável do PL afirmou que pretende receber a faixa presidencial do pai, Jair Bolsonaro, atualmente preso e condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
Em outra agenda com o público feminino no Rio de Janeiro, Flávio conversou com mães atípicas e garantiu compromisso com a inclusão social em um eventual mandato.
O compromisso foi reafirmado ao lado da vice-governadora eleita Fernanda Louback e de Daniella Marques, responsável pela área de políticas para mulheres no plano de governo do candidato.
Propostas para políticas de inclusão
Flávio assegurou que as diretrizes inclusivas serão aplicadas de forma transversal em áreas como educação, segurança, assistência social e turismo de sua futura gestão.
A atuação em relação ao público feminino ocorre em meio a questionamentos sobre o governo anterior, quando o ministério voltado às mulheres fundiu-se com pastas de família e direitos humanos.
Na área da educação inclusiva, a gestão de Jair Bolsonaro havia publicado o decreto 10.502/2020, posteriormente suspenso pelo STF para evitar o isolamento de estudantes com deficiência em escolas exclusivamente especiais.
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