A cesta básica em João Pessoa apresentou a maior redução de preço do Brasil no mês de junho, conforme dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na última quarta-feira (8). A queda percentual foi de 3,97%, resultando na diminuição do valor do conjunto de alimentos de R$ 718,47 em maio para R$ 689,95.

Apesar da retração mensal, o custo da cesta básica na capital paraibana ainda acumula uma alta significativa. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 8,46%, e no período entre dezembro de 2025 e junho de 2026, a elevação atingiu 15,44%.

Outras capitais também registraram quedas no preço da cesta básica, embora menores que a de João Pessoa. As reduções mais expressivas foram observadas em Recife (-3,62%), Maceió (-3,61%) e Natal (-3,48%).

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Variação dos preços de produtos essenciais

Entre os meses de maio e junho, uma análise detalhada dos 12 produtos que compõem a cesta básica revelou que cinco itens ficaram mais acessíveis para o consumidor.

Os produtos com as maiores quedas foram: Tomate (-25,83%), Açúcar cristal (-4,27%), Óleo de soja (-3,11%), Manteiga (-2,32%) e Café em pó (-1,98%).

Em contrapartida, seis itens da cesta básica registraram aumento de preço no mesmo período, impactando o orçamento familiar.

Os produtos que encareceram foram: Feijão carioca (10,07%), Banana (3,49%), Farinha de mandioca (2,01%), Pão francês (0,76%), Leite integral (0,72%) e Carne bovina de primeira (0,54%).

Impacto no poder de compra do trabalhador

O levantamento do Dieese também calculou o tempo de trabalho necessário para que um trabalhador, recebendo o salário mínimo, consiga adquirir a cesta básica. Em junho, em João Pessoa, foram necessárias 93 horas e 38 minutos de trabalho, considerando o piso nacional de R$ 1.621,00.

Após o desconto de 7,5% referente à contribuição à Previdência Social, o trabalhador comprometeu 46,01% de sua renda líquida para a compra da cesta em junho. Este percentual representa uma ligeira melhora em relação ao mês anterior, quando a dedicação da renda era de 47,92%.

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FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072