A reconstrução da Ceagesp deu um passo importante para apoiar os comerciantes afetados pelo incêndio de setembro, em São Paulo. A partir de 16 de outubro, os trabalhadores do pavilhão MFE-A serão transferidos para duas tendas-galpão provisórias. A medida visa restabelecer o atendimento centralizado antes do período de alta temporada de frutas, que ocorre no fim do ano.

O novo espaço temporário terá 4,8 mil metros quadrados, uma área ligeiramente menor que os 6 mil metros quadrados originais. Apesar da redução, o local abrigará todos os 124 permissionários desalojados. Atualmente, esses profissionais enfrentam condições insalubres em tendas improvisadas de lona, expostos ao clima e com dificuldades logísticas para caminhões.

A queda nas vendas dos lojistas atingiu cerca de 50% após o sinistro. Para mitigar os prejuízos, a administração do entreposto suspendeu a cobrança de taxas dos comerciantes afetados. A isenção continuará válida até a entrega da estrutura definitiva, planejada para setembro de 2027.

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O pavilhão destruído era um dos mais tradicionais do complexo paulistano, abrigando famílias que atuavam no local desde a década de 1960. O projeto definitivo promete modernização, como explica Luiz Silveira Rangel, diretor técnico operacional da companhia.

"A ideia é a gente construir uma estrutura mais moderna, com o pé direito bem mais alto e mezanino. Estamos estudando um formato para dividir o que é boxe e o que é área de granel, além de elevar a área de comércio, com uma plataforma, para evitar o risco de perdas em novas inundações", afirmou Rangel.

A logística de abastecimento é um dos principais gargalos atuais, já que o desenho original do entreposto não comporta adequadamente os caminhões modernos. Com a perda do espaço de transbordo para as tendas temporárias, o fluxo foi desviado para bolsões de estacionamento distantes.

Em dezembro, um estacionamento temporário será aberto na área do antigo pavilhão para aliviar o tráfego. Enquanto isso, a demolição da estrutura afetada já começou, com prazo de 60 dias para a remoção completa de toneladas de metal retorcido e resíduos orgânicos.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072