As contas públicas do setor público consolidado, que engloba União, estados, municípios e empresas estatais, fecharam com um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto.

Esse desempenho financeiro indica uma evolução positiva quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando a perda atingiu R$ 17,3 bilhões.

As informações oficiais foram tornadas públicas pelo Banco Central nesta quarta-feira.

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O indicador reflete o saldo das receitas e despesas antes do pagamento dos encargos da dívida.

No recorte de agosto, o Governo Central registrou déficit de R$ 14,7 bilhões.

Por outro lado, os governos regionais obtiveram superávit de R$ 2,7 bilhões.

Já as empresas estatais fecharam o período com um saldo positivo de R$ 2 bilhões.

Considerando o acumulado de 12 meses até agosto, o setor público apresenta saldo negativo de R$ 82,1 bilhões.

Esse montante equivale a 0,62% do Produto Interno Bruto.

Impacto dos juros e resultado nominal

As despesas com juros nominais somaram R$ 105,9 bilhões no oitavo mês do ano.

Em igual mês de 2025, esse patamar havia sido de R$ 74,3 bilhões.

O Banco Central destacou que a alta decorre principalmente das operações de swap cambial.

Essas operações passaram de um ganho anterior para uma perda expressiva.

Em 12 meses, os gastos com encargos financeiros alcançaram R$ 1,182 trilhão.

Isso representa 8,86% do Produto Interno Bruto.

Com a inclusão dos juros, o resultado nominal foi deficitário em R$ 115,9 bilhões em agosto.

Evolução da dívida pública

A Dívida Líquida do Setor Público chegou a R$ 9,2 trilhões.

O montante corresponde a 69,3% do Produto Interno Bruto.

A Dívida Bruta do Governo Geral alcançou R$ 11,1 trilhões.

Esse valor representa 82,9% da economia nacional, segundo o Banco Central.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072