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Elvis Ferreira Fernandes, um garoto de 7 anos residente em Santa Teresinha, no Sertão da **Paraíba**, encontrou uma solução criativa para a falta de recursos: ele está produzindo seu próprio **álbum da Copa** utilizando **desenhos** feitos à mão. Diante da impossibilidade de os pais comprarem os pacotes de figurinhas para o Mundial de 2026, o pequeno artista decidiu ilustrar cada atleta e símbolo da competição para não abandonar o sonho de completar sua coleção.
Na comunidade rural de Santana, situada a aproximadamente 320 km de João Pessoa, a escassez de recursos foi substituída por folhas de papel, lápis de cor e muita dedicação. Elvis reproduz minuciosamente jogadores, brasões e até a identidade visual do torneio, recortando e colando suas obras nos espaços destinados aos cromos originais.
"Eu resolvi fazer as figurinhas da Copa porque minha mãe e meu pai não tinham dinheiro para comprar", explicou o jovem ao g1. O projeto resultou em uma peça exclusiva, onde o valor comercial é substituído pelo talento de uma criança que se recusou a deixar a paixão pelo esporte de lado.
A criatividade como alternativa à limitação financeira
Filho do agricultor Odair José Fernandes Costa e da boleira Edina Valéria Ferreira Costa, Elvis compreendia as restrições do orçamento doméstico. Embora tenha ganhado o livro ilustrado, o custo recorrente dos envelopes de figurinhas inviabilizaria a diversão, motivando o início da produção artesanal.
O processo exige um olhar atento. O menino analisa referências digitais para capturar as feições dos atletas e os detalhes dos uniformes. A coleção, que cresce gradualmente, já conta com representações de ídolos como **Neymar**, além de goleiros como Alisson e o atacante Matheus Cunha.
Produção artística além do futebol
A inventividade de Elvis não se limita ao futebol. Em sua residência, é comum encontrar protótipos de celulares feitos de papelão e bolas de futebol confeccionadas com balões e fitas adesivas. O reaproveitamento de materiais é uma constante na rotina do pequeno paraibano.
No álbum customizado, o cuidado estende-se aos elementos históricos da FIFA. Elvis desenhou o Fuleco, mascote da edição de 2014, e os personagens representativos das sedes de 2026: Canadá, México e Estados Unidos. "O que eu mais desenhei foi a figurinha do Neymar. Fiz um monte de vezes", revelou.
Apoio familiar e talento precoce
Valéria Ferreira, mãe do garoto, relata que a aptidão para as artes surgiu cedo, influenciada pela irmã de 14 anos, Mônica. Segundo ela, Elvis possui uma capacidade notável de memorização visual, conseguindo reproduzir imagens complexas após observá-las por apenas alguns instantes.
Quando a família explicou que não poderia financiar a coleção oficial, a reação do filho foi imediata e emocionante. "Ele disse: 'Não se preocupe, mamãe. Eu desenho as figurinhas e vou colando'", relembrou Valéria, destacando a maturidade do menino diante da situação.
Para os pais, ver o esforço do filho gera um misto de orgulho e comoção. Valéria agora utiliza as redes sociais para divulgar o trabalho de Elvis, esperando que o talento do menino seja reconhecido e que ele possa, eventualmente, receber doações para completar seu álbum oficial.
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