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As eleições 2026 registraram um marco histórico com o maior número de candidaturas indígenas já contabilizado no país. Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) revela que 191 nomes foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esse contingente representa menos de 1% do total de 20.506 pedidos de registro protocolados no órgão eleitoral até a última segunda-feira (17).
Apesar da proporção reduzida, a Apib destaca que o volume supera em quase 3% o pleito geral anterior, realizado em 2022. O crescimento é ainda mais expressivo se comparado a 2014, quando o TSE passou a exigir a autodeclaração de cor e raça.
Para as lideranças originárias, o avanço consolida uma trajetória contínua de ocupação de espaços de poder. A exigência por representatividade surge diretamente dos territórios tradicionais.
Distribuição geográfica e diversidade
Os postulantes estão espalhados por 26 unidades da federação. Eles cobrem os seis biomas do país, demonstrando ampla capilaridade política.
A região da Amazônia Legal concentra 80 registros. Outros concorrentes se dividem entre o Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Sul.
O TSE computou representantes de 64 etnias diferentes. Os Macuxi lideram a lista com 13 nomes, seguidos pelos Guarani Kaiowá com 12 registros.
Participação feminina
As mulheres representam 44% dos registros mapeados pela Apib. Embora tenha havido uma leve oscilação em relação a 2022, a proporção feminina indígena segue acima da média geral nacional.
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