Para combater a proliferação de notícias falsas nas eleições 2026, a campanha nacional Boto Fé no Voto será lançada nesta quinta-feira (30), às 19h, na Catedral Anglicana de Brasília. A iniciativa busca proteger o voto consciente em comunidades religiosas por meio de informações verificadas e compromisso com a verdade.

Organizações ecumênicas uniram forças para fortalecer dados confiáveis e estimular a participação cidadã durante o pleito deste ano.

O projeto convoca igrejas, educadores e a sociedade a refletirem sobre a importância de fatos verídicos na sustentação da democracia e na garantia dos direitos humanos.

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Sônia Mota, diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e representante da campanha com o mote "Eu escolho a verdade", aponta que os templos religiosos são locais fundamentais para blindar a sociedade contra boatos.

Para ela, fé e cidadania operam em conjunto quando fundamentadas na responsabilidade e no respeito mútuo.

O avanço da desinformação afeta profundamente o tecido social e os espaços de oração.

Quando boatos circulam em ambientes de forte confiança mútua, geram-se conflitos, preconceitos e danos irreparáveis às instituições democráticas.

Muitas vezes, quem repassa um conteúdo falso o faz de boa-fé, sem notar o impacto negativo gerado. A mobilização atua justamente para transformar esse cenário.

Atividades planejadas

O cronograma de ações contempla diversas iniciativas práticas:

  • Rodas de diálogo;
  • Formações específicas;
  • Criação de materiais educativos;
  • Produção de vídeos e podcasts;
  • Cards e conteúdos digitais.

A meta consiste em gerar debates qualificados sobre ética comunicativa, cidadania e resistência aos conteúdos enganosos.

O evento de lançamento é aberto ao público e terá transmissão online pelos canais de entidades parceiras, como Coletivo Bereia, Coletivo Novas Narrativas, Cáritas Brasileira, Fé no Clima/Iser, Diaconia, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Conselho Nacional Igrejas Cristãs (Conic), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Misereor e a Cese.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072