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A carioca Marly Avelino, de 47 anos, percorreu a distância entre o Rio de Janeiro e o São João de Campina Grande neste domingo (5) com um propósito especial: celebrar a vida no show do cantor Pablo. Após enfrentar o câncer de mama pela terceira vez e passar por uma cirurgia recente, a fã encontrou nas letras do "rei do arrocha" o suporte emocional necessário para superar as etapas mais rígidas de seu tratamento oncológico.
Há apenas dois meses, Marly foi submetida a uma mastectomia para a retirada da mama. De acordo com sua nora, Geane, as composições do artista foram fundamentais para proporcionar alívio e distração durante as sessões de quimioterapia. Mesmo em fase de recuperação física, ela não hesitou em viajar para a Paraíba na tentativa de realizar o sonho de conhecer o ídolo pessoalmente no Parque do Povo.
O impacto emocional do arrocha
Antes de iniciar sua performance, Pablo conversou com o g1 sobre o privilégio de conectar diferentes faixas etárias. O cantor destacou que levar mensagens de amor através da música é um dom que permite tocar o coração de crianças e idosos, reforçando a gratidão por encerrar a programação de um dos maiores eventos juninos do mundo.
O repertório da noite foi uma antologia de seus 20 anos de trajetória, incluindo sucessos como "Tomara", "Pecado de amor" e "Bilu bilu". Um dos pontos altos da apresentação foi a interação descontraída com Flávio, seu sósia local, que subiu ao palco para dividir um momento de humor com o público presente.
Tradição e resistência do forró com Flávio José
A abertura da última noite ficou a cargo de Flávio José, que exaltou a cultura nordestina e o legado de Luiz Gonzaga. O sanfoneiro iniciou o show comentando, em tom de brincadeira, a desclassificação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, garantindo que, apesar da derrota nos gramados, a festa no Parque do Povo seria vitoriosa.
Com clássicos como "Tareco e mariola" e "A natureza das coisas", o artista defendeu a preservação do forró tradicional. Flávio José ressaltou sua postura radical contra modismos passageiros, afirmando que sua missão é servir de exemplo para as novas gerações que ainda buscam aprender a tocar sanfona e manter viva a memória afetiva da região.
Piseiro e recordes de público no encerramento
O encerramento oficial da 43ª edição foi comandado por Rey Vaqueiro, que trouxe o ritmo do piseiro para a madrugada de segunda-feira (6). O artista, que realizou 57 shows apenas no mês de junho, descreveu o momento como o ápice de sua carreira, citando nomes como Wesley Safadão e Xand Avião como suas principais referências no mercado musical.
A edição de 2026 d’O Maior São João do Mundo registrou a marca histórica de 3,4 milhões de visitantes, o que representa uma alta de 6,7% em comparação ao ano anterior. O prefeito Bruno Cunha Lima já anunciou que, para 2027, o evento terá expansões geográficas e homenagens inspiradas na obra de Ariano Suassuna.
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