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A Polícia Civil de São Paulo está investigando um novo caso de feminicídio ocorrido na noite da última terça-feira (26), no bairro de Tremembé, zona norte da capital paulista. Uma mulher de 22 anos foi baleada e morta por seu ex-companheiro, de 52 anos, em um cenário que reflete o preocupante aumento da violência doméstica no estado.
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram rapidamente acionados para a ocorrência. Apesar da mobilização do resgate, a vítima infelizmente não resistiu aos ferimentos, tendo seu óbito constatado ainda no local do crime.
O autor dos disparos, cujo nome não foi divulgado, empreendeu fuga imediatamente após o ataque. Até o momento, ele permanece foragido, sendo ativamente procurado pelas autoridades. Dois aparelhos celulares foram apreendidos como parte da investigação.
O incidente foi oficialmente registrado no 73° Distrito Policial do Jaçanã, enquadrado nas categorias de feminicídio, violência doméstica e localização/apreensão de objeto, evidenciando a gravidade e as circunstâncias do crime.
Aumento alarmante do feminicídio e violência doméstica
Os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública revelam um cenário preocupante para o estado de São Paulo. Nos primeiros três meses do ano, foram contabilizadas 86 vítimas de feminicídio, representando um aumento de 41% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 61 casos foram registrados.
Tais estatísticas, disponibilizadas no portal da SSP, são as mais atualizadas e reforçam a urgência de medidas eficazes para combater essa crescente onda de crimes contra mulheres.
No âmbito da violência doméstica, o descumprimento de medidas protetivas de urgência também apresentou uma escalada. Entre janeiro e março deste ano, foram registradas 3.020 ocorrências, um salto de 31,9% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
As agressões físicas contra mulheres também acompanham essa tendência de alta em São Paulo. As estatísticas criminais apontam 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres no trimestre, um acréscimo de 7,4% frente aos 17.926 registros computados no primeiro trimestre de 2025.
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