Cada vez mais gestantes russas escolhem João Pessoa para o nascimento de seus filhos, motivadas pela busca de um atendimento humanizado e acolhedor na gravidez, algo pouco comum em Moscou.

O fluxo migratório supera uma distância de quase 10 mil quilômetros entre a Rússia e a Paraíba. Esse movimento é exemplificado pela trajetória de Viktoriia Baskakova, que morou em diferentes locais antes de se fixar no litoral nordestino.

Segundo Viktoriia, a falta de veneração às grávidas na Rússia e os altos custos para ter acompanhantes pesaram na decisão. Ela relata que os procedimentos médicos em seu país natal costumam ser mais rígidos e distantes do suporte emocional encontrado no Brasil.

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A percepção é compartilhada por profissionais da saúde local. O obstetra Guilherme Carvalho relata um aumento expressivo na demanda por parte de pacientes russas ao longo do último ano e meio, acompanhando atualmente um grupo considerável delas.

Para superar a barreira do idioma, médicos e doulas utilizam tecnologias de tradução simultânea e contam com o auxílio de tradutoras. O esforço visa garantir que as orientações médicas e prescrições sejam totalmente compreendidas pelas futuras mães.

Especialistas apontam que fatores geopolíticos e restrições médicas no exterior impulsionam essa busca por cidadania e acolhimento no Brasil, onde a relação entre médico e paciente é vista como mais próxima e amigável.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072