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O Ministério da Educação (MEC) está reunindo novos relatos de violência política ocorridos em instituições federais de ensino durante e após o período eleitoral. Os dados apurados pela ouvidoria e enviados por universidades e institutos serão encaminhados para a Polícia Federal e para a Advocacia-Geral da União (AGU).
A mobilização do ministério se intensificou após o surgimento de ameaças explícitas contra a comunidade acadêmica e o patrimônio público nas redes sociais, registradas antes do primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro.
Medidas jurídicas e símbolos nazistas
Entre os episódios reportados ao órgão, constam intimidações de depredação e a utilização de símbolos nazistas contra docentes e estudantes. Diante desse cenário, a pasta acionou a AGU para a adoção de providências jurídicas cabíveis e solicitou a atuação investigativa da Polícia Federal.
De acordo com o MEC, como as investigações prosseguem ativas, novas denúncias registradas serão incorporadas aos procedimentos em andamento para aprofundar a apuração dos fatos.
Em posicionamento oficial, o ministério repudiou qualquer ato de discriminação, ofensa ou intimidação no ambiente acadêmico, frisando que as instituições de ensino devem se manter como espaços plurais, fundamentados no respeito à diversidade de ideias e na tolerância.
A pasta concluiu reforçando que a liberdade de expressão e de pensamento são direitos assegurados pela Constituição Federal, essenciais para a preservação e consolidação do regime democrático no país.
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