O estudante brasiliense Daniel Vidal, de 13 anos, emocionou-se ao abraçar o presidente Lula em Brasília no dia 27 de outubro, em homenagem ao aniversário do chefe do Executivo. Com deficiência visual grave, o jovem aproveitou a oportunidade para agradecer pelas políticas públicas no país e manifestar seu sonho de também comandar a presidência da República no futuro.

Acompanhado do pai, o bancário Fernando Moura, o garoto decidiu abrir mão de uma aula de futebol para encontrar o presidente na grade do Palácio da Alvorada. Ele desejava enfatizar a relevância de incentivar o engajamento político entre os jovens de todas as idades.

Diagnosticado aos dois meses de vida com Amaurose Congênita de Leber, doença genética que lhe deixa com menos de 5% da visão, o estudante sempre recebeu estímulos dos pais para manter uma rotina ativa e participativa.

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Propostas de acessibilidade

Durante o breve encontro, Daniel vestia a camisa da seleção brasileira com o número 13. Em entrevista, ele revelou que sugeriria a criação de um ministério exclusivo para a inclusão social e atendimento às pessoas com deficiência.

O estudante ressaltou a escassez de infraestrutura adequada na capital e no país. Segundo ele, calçadas irregulares, ausência de rampas, elevadores e transporte público inadaptado dificultam a mobilidade urbana diária.

Atualmente, o país dispõe da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criado no início da gestão atual.

Conscientização e engajamento

Para acompanhar as aulas na escola, o adolescente utiliza um teclado eletrônico em braille acoplado ao computador. Sua mãe, a servidora pública Raquel Vidal, conta que a leitura e os debates sobre história e geopolítica sempre fizeram parte do cotidiano familiar.

Interessado por notícias e economia, o jovem acompanha dados sociais e destaca avanços recentes, como a saída do Brasil do Mapa da Fome e a redução dos índices de desemprego.

A família também discute abertamente o combate ao capacitismo, ao racismo e à homofobia. Daniel defende a mobilização juvenil como pilar fundamental para transformar a realidade e conduzir o país ao desenvolvimento.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072