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Um empresário, proprietário de uma construtora, foi detido na manhã desta sexta-feira (26) em João Pessoa, Paraíba, sob a acusação de aplicar golpes imobiliários que resultaram em um prejuízo estimado em R$ 15 milhões. A operação da Polícia Civil, que culminou na prisão, aponta que o suspeito teria lesado cerca de 50 vítimas ao vender os mesmos apartamentos e outros imóveis múltiplas vezes, estendendo sua atuação para os estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco.
O delegado Ademir Fernandes, à frente da investigação, detalhou que o principal modus operandi do empresário se concentrava em um edifício no bairro do Portal do Sol, em João Pessoa, entregue em 2024. Após a conclusão da construção, o suspeito negociava cada unidade habitacional com múltiplos compradores, gerando um cenário de disputa pela propriedade legal.
“Ele construiu o prédio e, posteriormente, ofereceu cada apartamento para pelo menos três pessoas distintas”, esclareceu Fernandes. “Embora o edifício esteja ocupado, a propriedade legal recai sobre quem efetuou o registro primeiro. Aqueles que compraram depois, ao tentar registrar seus bens, depararam-se com a titularidade já estabelecida em nome de terceiros.”
Interessantemente, um dos sócios do empreendimento chegou a ser investigado, mas foi posteriormente inocentado, sendo ele próprio identificado como vítima dos esquemas. Ele havia investido no projeto sem obter o retorno financeiro esperado.
A Polícia Civil revelou que os golpes imobiliários não se limitavam a João Pessoa. O empresário estendia suas atividades fraudulentas às capitais do Rio Grande do Norte e Pernambuco, negociando não apenas apartamentos, mas também outros imóveis e terrenos. Ele atraía investidores com promessas de altos retornos, mas se apropriava dos valores.
A apuração policial também indicou que o suspeito recebeu cerca de R$ 2 milhões de seu ex-sogro, valor que nunca foi restituído. Além disso, um apartamento pertencente a esse familiar teria sido indevidamente vendido pelo empresário, evidenciando a amplitude das fraudes.
A prisão do homem ocorreu durante um depoimento na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), para onde havia sido intimado a prestar esclarecimentos. A detenção se deu após a formalização das acusações e a apresentação de provas substanciais contra ele.
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