Órgãos federais como o MPF e a PF iniciaram apurações sobre uma série de denúncias envolvendo ameaças e ataques direcionados a povos indígenas no estado de Mato Grosso do Sul. As ocorrências registraram alta após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo informações da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a residência de uma rezadeira de 90 anos foi incendiada na aldeia Jaguapiré, localizada no município de Tacuru. A estrutura e artefatos sagrados dos Kaiowá e Guarani foram destruídos.

Lideranças locais reforçam o pedido por justiça e cobranças firmes às autoridades competentes. O objetivo é identificar e punir os responsáveis pelos atos criminosos e pelas ameaças que circulam em redes sociais.

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Ameaças e áudios com teor de violência

A Apib já catalogou mais de 30 incidentes graves no estado vinculados ao cenário político recente. Entre eles estão relatos de atropelamentos, agressões físicas e ameaças diretas de envenenamento de redes de abastecimento de água em aldeias.

Um servidor municipal foi temporariamente afastado após a divulgação de áudios com tom ameaçador. A prefeitura local abriu um processo administrativo disciplinar para averiguar a conduta do trabalhador citado nas denúncias.

Ações do governo federal

Diante do cenário de tensão, o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul instaurou procedimentos específicos. O órgão cobra esclarecimentos da administração municipal de Tacuru sobre os servidores investigados.

Em contrapartida, o MPF descartou a veracidade de algumas ocorrências em Naviraí, classificando-as como boatos. Paralelamente, uma força-tarefa interministerial foi estruturada para centralizar e monitorar todas as ocorrências de violência no país.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072