Nesta quinta-feira (10), um adolescente de 15 anos se apresentou à Polícia Civil em Sousa, no Sertão da Paraíba, após se tornar suspeito de matar o padrasto para defender a mãe de um caso grave de violência doméstica. O jovem, que estava foragido desde a última terça-feira (8), compareceu à delegacia acompanhado de seu advogado para prestar depoimento sobre o ocorrido.

De acordo com as investigações policiais coordenadas pelo delegado Paulo de Tarso, a tragédia aconteceu durante uma discussão familiar. O homem estaria asfixiando a companheira, que gritou por socorro. Ao tentar proteger a mãe das agressões físicas, o adolescente desferiu um golpe de faca que atingiu a artéria do agressor, resultando em sua morte imediata.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado rapidamente, mas apenas pôde constatar o óbito do homem no local do crime. A mãe do jovem também recebeu atendimento médico emergencial e foi encaminhada ao Hospital Regional de Sousa, porém seu estado de saúde atual não foi divulgado pelas autoridades locais.

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Descumprimento de medidas protetivas

A delegada Patrícia Forny, responsável pelo caso, revelou à TV Paraíba que o histórico do padrasto era marcado por abusos recorrentes. O homem possuía contra si medidas protetivas ativas, as quais descumpria constantemente. Segundo as investigações, ele tinha problemas com dependência química e alcoolismo, agredindo a companheira de forma reiterada.

"Havia indícios claros de sucessivos descumprimentos de ordens judiciais que não foram formalmente notificados", alertou a delegada. Ela ressaltou que ignorar tais restrições coloca a vida das vítimas em perigo extremo, podendo culminar em tragédias irreparáveis como a registrada na residência da família.

No momento do confronto, outra criança menor de idade também estava na casa e presenciou a violência. A suspeita é de que o agressor tenha invadido o local para exigir dinheiro da companheira. A Polícia Civil segue apurando os fatos para esclarecer a dinâmica completa da legítima defesa exercida pelo adolescente.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072