O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de saída do país e de contato entre investigados do deputado federal Mario Frias (PL-SP), no âmbito da apuração sobre o desvio de emendas parlamentares destinado à produção do filme Dark Horse.

A determinação faz parte das medidas cautelares da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (10). Ao todo, agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Entre os 28 alvos impedidos de deixar o território nacional está a produtora Karina Gama. Ela é a responsável pela cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Para fundamentar as restrições, o relator destacou o risco de evasão. Dino observou que o parlamentar usou uma viagem internacional recente para atrasar o envio de dados à apuração, citando episódios recentes de parlamentares que tentaram deixar o Brasil durante investigações penais.

Investigação sobre verbas públicas

A apuração teve início após relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) identificarem suspeitas na destinação de R$ 2 milhões em verbas de Frias para o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas a Karina Gama.

A CGU apontou que recursos destinados a projetos esportivos em Pirassununga (SP) não tiveram a execução comprovada. A Polícia Federal suspeita que a quantia financiou a produção cinematográfica.

Além disso, a PF identificou transações milionárias atípicas em empresas vinculadas à produtora. A corporação apura potenciais crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade documental e fraude em contratações públicas.

A defesa do deputado Mario Frias e a produtora Karina Gama foram procuradas pela reportagem, mas ainda não se manifestaram.

Em frente paralela, o ministro André Mendonça relata outra investigação sobre a tentativa de captação de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme, intermediada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072