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A Justiça da Paraíba converteu em prisão preventiva, nesta quinta-feira (5), a detenção de um médico investigado por praticar atos libidinosos contra pacientes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Caaporã. A decisão ocorreu durante a audiência de custódia, um dia após o profissional ter sido preso em flagrante pela Polícia Civil.
As investigações foram iniciadas após uma paciente de 20 anos denunciar condutas sexuais inadequadas durante uma consulta. Após a denúncia, outras vítimas relataram situações semelhantes no mesmo local, levando as autoridades a aprofundarem a apuração do caso.
Defesa e medidas administrativas
Em nota oficial, a defesa do médico classificou a decisão judicial como desproporcional e desnecessária, informando que já prepara um habeas corpus para reverter a detenção. Paralelamente, a Prefeitura de Caaporã solicitou o afastamento imediato do profissional à empresa terceirizada responsável pela contratação.
A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que está oferecendo suporte psicológico e assistencial às pacientes que relataram os abusos, garantindo o acolhimento necessário através da rede pública de proteção.
Investigação do CRM-PB
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) instaurou um procedimento interno para apurar a conduta do médico. O órgão analisará documentos e depoimentos para verificar indícios de infrações éticas. Caso um processo ético-profissional seja formalizado, o investigado terá assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
A Polícia Civil segue coletando provas, incluindo exames realizados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) e registros das câmeras de monitoramento da unidade de saúde, para esclarecer a dinâmica dos atendimentos denunciados.
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