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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a interrupção imediata da circulação de um informativo impresso e digital produzido pelo Sindicato dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado).
A medida cautelar ocorreu em sigilo na última semana. A ordem foi emitida após a equipe jurídica do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionar a Justiça eleitoral.
Os advogados apontaram que a estrutura da entidade sindical teria sido utilizada indevidamente para impulsionar propaganda eleitoral, prática vedada pela legislação do país. Aproximadamente 30 mil cópias haviam sido rodadas.
No periódico alvo da ação, o sindicato detalhava os motivos pelos quais acreditava que um eventual triunfo de Lula traria mais vantagens para os funcionários da Petrobras.
Acatando os argumentos da coligação de Flávio, o ministro ordenou o recolhimento de todo o material físico remanescente e o bloqueio da versão online.
De acordo com o magistrado, a tutela antecipada faz-se necessária para interromper veiculação irregular e mitigar danos provocados pelo uso de recursos com origem proibida.
Em caso de desobediência às ordens da corte, o sindicato estará sujeito ao pagamento de multa fixada em R$ 10 mil.
Repercussão e acusação de censura
Por meio de nota oficial distribuída à imprensa, a diretoria do Sindipetro Unificado repudiou veementemente a decisão judicial e classificou o episódio como censura direta.
Para a organização trabalhista, impedir a circulação de um veículo que debate o futuro da Petrobras configura um cerceamento inaceitável ao direito fundamental à livre expressão e informação.
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