Um relatório divulgado pela Human Rights Watch (HRW) revelou nesta quarta-feira (28) a existência de falhas graves na condução das investigações sobre a Operação Contenção, ação policial mais letal da história do Rio de Janeiro ocorrida há um ano nos complexos do Alemão e da Penha.

A ofensiva militar resultou em 122 mortes no total. Desse montante, cinco eram agentes da segurança pública e 117 eram civis mortos durante os confrontos na zona norte da capital fluminense.

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Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, apenas os inquéritos referentes aos assassinatos dos policiais foram totalmente concluídos até o momento atual.

As investigações sobre as outras 117 mortes continuam sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do estado (MPRJ), arrastando-se sem resoluções definitivas apesar dos indícios de excessos.

A organização internacional analisou cerca de 9 mil páginas de procedimentos criminais, laudos de necropsia e milhares de horas de gravações para elaborar o documento.

Problemas na perícia e preservação

O levantamento da ONG destacou que equipes técnicas deixaram de ir aos locais dos crimes. Vários corpos foram recolhidos por policiais sem o devido acompanhamento pericial adequado.

Além disso, a entidade constatou que as armas apreendidas não foram devidamente lacradas ou protegidas contra contaminação por impressões digitais, sendo exibidas publicamente sem luvas.

A manipulação de câmeras corporais pelos agentes também foi apontada como um fator que prejudicou drasticamente a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072