A Petrobras firmou um acordo estratégico de exploração para buscar petróleo na margem equatorial da Costa do Marfim, na costa oeste africana. A companhia garantiu o direito de atuar em oito blocos offshore em alto-mar.

O acerto oficial ocorreu em Abidjan, capital econômica do território africano e sede do governo. A diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, representou a estatal brasileira no evento.

Os acordos seguem o modelo de partilha de produção. A subsidiária Petrobras Netherlands B.V. liderará os trabalhos com 90% de participação, enquanto a Petroci Holding reterá os 10% restantes.

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As áreas contempladas no acerto compreendem os lotes CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702.

Segundo nota oficial da Petrobras, o passo visa recompor as reservas de óleo e gás por meio de novas fronteiras exploratórias globais.

Elevado potencial

A empresa destacou que os blocos possuem relevante potencial geológico na faixa atlântica da África.

Sylvia Anjos pontuou que a iniciativa garante relevância ao Brasil em uma zona com traços parecidos com as bacias sedimentares nacionais.

A executiva reforçou a confiança na aplicação da capacidade técnica da equipe para desvendar as oportunidades do Atlântico africano.

Margem equatorial

A margem equatorial abrange uma zona geográfica ligada à separação do oceano Atlântico, presente tanto na América do Sul quanto na África Ocidental.

Acheus recentes na Guiana e no Suriname tornaram o setor altamente visado para a indústria energética.

No Brasil, a Petrobras realiza perfurações no litoral do Amapá e do Rio Grande do Norte.

A companhia também localizou grandes volumes de gás natural na costa da Colômbia.

Presença internacional

A movimentação na Costa do Marfim amplia a atuação da petroleira brasileira na África e no cenário global.

No continente africano, a marca já atua na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul.

Essa estratégia marca o retorno da estatal a territórios africanos, onde operou fortemente no início dos anos 2000.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072