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A audiência pública em Cajazeiras ganhou um tom de profunda indignação com o depoimento de Dayane Cristina. Representante do Hospital Regional, ela transformou estatísticas em realidade ao compartilhar sua trajetória de sobrevivência e a luta contra um sistema que, segundo seu relato, falha em proteger as vítimas.
Dayane descreveu como o ambiente doméstico tornou-se um cenário de alto risco e expôs a revitimização sofrida já no primeiro contato com as autoridades. Segundo a sobrevivente, ao buscar socorro, foi questionada por policiais sobre o que teria feito para "provocar" o agressor. Esse descrédito, conforme detalhou, estendeu-se por todo o processo judicial.
Mesmo após passar por procedimentos cirúrgicos devido às lesões e viver anos sob o medo constante, a resposta do Judiciário tardou a chegar. A sentença final foi proferida apenas em dezembro de 2024, oito anos após o crime. O desfecho relatado causou revolta no plenário: apesar da condenação, o agressor permanece solto e impune circulando pelas ruas.
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