A Filadélfia, nos Estados Unidos, foi palco de uma verdadeira "invasão brasileira" na véspera do confronto entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026. A torcedora Francilene Sousa, de 55 anos, natural da Paraíba, descreve o ambiente de pura festa e confraternização que tomou conta da cidade-sede, transformando suas ruas com samba, abraços e uma alegria contagiante.

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Originária de Juazeiro do Norte, no Ceará, Francilene passou a maior parte da vida em João Pessoa, onde atuou como servidora pública municipal. Há dois anos, ela se mudou para os Estados Unidos, estabelecendo-se na Filadélfia para viver com a filha, que reside na cidade há uma década.

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Em entrevista ao g1, Francilene relatou que, já na noite de quinta-feira (18), diversos pontos turísticos da Filadélfia foram tomados por brasileiros. Eles se reuniram espontaneamente para celebrar e confraternizar, criando uma atmosfera vibrante antes do tão esperado jogo entre Brasil e Haiti.

"Com a 'invasão' dos brasileiros aqui, a cidade ficou mais alegre, mais bonita. O clima é só de festa!", expressou Francilene, visivelmente emocionada com a mobilização.

Ela complementou, detalhando a transformação: "Onde o pessoal se reúne, é samba, é muito abraço, muita conversa, completamente o oposto do que é aqui: silêncio, cada qual na sua. A cidade ficou a cara do Brasil! A gente tem esses momentos de satisfação como se a gente estivesse na nossa terrinha."

O interesse dos americanos pela torcida brasileira

Francilene destacou que a energia da torcida brasileira não passou despercebida pelos norte-americanos e moradores locais. Muitos se aproximaram, curiosos e encantados com a festividade.

"O que mais me chamou a atenção nessa movimentação da torcida foi principalmente a alegria e a interação entre todos. É como se todo mundo fosse uma só família. Todo mundo se abraça, mesmo aqueles que nunca se viram, está todo mundo ali feliz", contou.

A interação foi mútua: "Os americanos estão amando! Estão interagindo com a torcida. Chegam, se aproximam, conversam e dançam. A alegria contagiante de nós brasileiros não tem igual no mundo", afirmou Francilene, ressaltando o impacto positivo da presença brasileira.

Para o jogo desta sexta-feira, que colocará Brasil e Haiti frente a frente, Francilene optou por assistir à partida ao lado da filha e de amigos. Eles escolheram um ponto estratégico vizinho ao estádio, onde telões foram instalados para o público, garantindo que não perderiam nenhum lance.

"É um local muito animado, onde dá para ouvir toda a movimentação de lá do estádio. É coladinho no estádio, então vai dar para ver o pessoal da seleção, ônibus chegando", descreveu, expressando a expectativa.

"A gente está muito ansioso para assistir o jogo hoje. Compramos camisas, bandeiras, enfeites para colocar na cabeça", finalizou, demonstrando o entusiasmo para o grande dia da Copa do Mundo.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072