O comércio varejista brasileiro registrou uma retração de 0,8% na passagem de junho para julho. O recuo foi influenciado diretamente pelo efeito de ressacas das vendas impulsionadas pela Copa do Mundo.

Com esse resultado negativo, o desempenho acumulado do setor no período de 12 meses sofreu uma desaceleração, alcançando o patamar de 1,6%.

A média móvel trimestral, indicador estatístico que suaviza oscilações de curto prazo, apontou uma variação negativa de 0,1% recentemente.

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Os números detalhados fazem parte da tradicional Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). O levantamento foi divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da queda mensal, o setor ainda permanece 10,6% acima do patamar anterior à pandemia de covid-19. No entanto, fica 1,5% abaixo do recorde histórico registrado em março.

Comportamento por setores

O levantamento estatístico mostrou que cinco das oito atividades analisadas apresentaram retração no período.

Abaixo estão os resultados parciais dos grupos pesquisados:

  • Móveis e eletrodomésticos: -4,9%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,7%
  • Outros artigos de uso pessoal: -2,2%
  • Supermercados e alimentação: -0,2%
  • Artigos farmacêuticos: +0,6%
  • Equipamentos de informática: +0,6%
  • Combustíveis e lubrificantes: +0,3%

Analistas explicam que a retração em segmentos como eletrônicos e vestuário ocorreu porque os consumidores anteciparam compras em maio.

Comércio ampliado

Considerando o comércio varejista ampliado, que engloba veículos e materiais de construção, houve alta de 0,4% de junho para julho.

A Pesquisa Mensal de Comércio integra o conjunto de indicadores conjunturais mensais do IBGE, que também monitora os setores de serviços e indústria.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072