Após a publicação da reportagem sobre a denúncia apresentada por um pastor contra policiais militares durante uma ocorrência em uma igreja evangélica de Cajazeiras, uma nova versão dos fatos veio a público. A moradora responsável por acionar a Polícia Militar concedeu entrevista ao repórter policial Ângelo Lima e apresentou sua versão sobre o episódio.

Segundo a solicitante, a ocorrência não teve motivação religiosa, mas sim por uma suposta perturbação do sossego que, conforme relatou, se arrasta há cerca de oito anos.

A moradora afirmou que, ao chegar do trabalho, foi informada pelo marido de que a igreja havia instalado novas caixas de som para o culto daquela noite. Ela contou que decidiu acionar a Polícia Militar apenas caso o volume comprometesse novamente o descanso da família.

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De acordo com seu relato, assim que o equipamento foi ligado, o barulho teria feito a residência estremecer, motivando o chamado à polícia.

Segundo a entrevistada, a guarnição solicitou que o pastor reduzisse o volume do som. Ela afirma que, inicialmente, ele teria resistido ao pedido, alegando que estava exercendo seu direito e que ninguém havia acionado a polícia. Somente após ela informar que havia sido a responsável pela denúncia, o volume teria sido reduzido.

A moradora declarou ainda que convive há anos com o problema, alegando que já pediu diversas vezes ao pastor para diminuir o volume durante os cultos, sem sucesso.

Ela também afirmou que o marido faz uso de medicação controlada, que possui dois filhos e que os cultos frequentemente coincidem com seus dias de descanso, o que, segundo ela, compromete a tranquilidade da família.

Discussão durante a ocorrência

Na entrevista, a solicitante contestou a versão apresentada anteriormente pelo pastor sobre a abordagem policial.

Segundo ela, os policiais mantiveram postura respeitosa durante toda a ocorrência e a discussão teria começado após uma pessoa ligada à igreja questionar a atuação da guarnição.

Ainda conforme seu relato, a expressão atribuída ao policial teria sido direcionada a uma pessoa que, segundo ela, teria interferido na conversa entre a guarnição e os envolvidos.

A moradora também afirmou que, posteriormente, o pastor teria se exaltado e avançado em direção aos policiais, momento em que recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais, sendo liberado após ser ouvido.

Solicitante nega intolerância religiosa

A entrevistada rejeitou a hipótese de intolerância religiosa e afirmou possuir familiares que frequentam igrejas evangélicas.

Segundo ela, o problema sempre esteve relacionado exclusivamente ao volume do som, e não à atividade religiosa.

Ela também declarou que pretende procurar o Ministério Público para buscar uma solução definitiva para o caso, alegando que a situação afeta sua família há vários anos.

Além disso, afirmou discordar das declarações do pastor concedidas anteriormente à imprensa e sustentou que a Polícia Militar agiu corretamente durante o atendimento da ocorrência.

Caso segue sob investigação

A ocorrência continua sendo apurada pelo Comando do 6º Batalhão da Polícia Militar, que instaurou sindicância para esclarecer os fatos após a denúncia formalizada pelo pastor.

Com a manifestação da moradora que acionou a polícia, o caso passa a contar publicamente com as versões do pastor, da solicitante e da Polícia Militar, enquanto a apuração administrativa segue em andamento.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072