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O Comando do 6º Batalhão da Polícia Militar instaurou uma sindicância para apurar a denúncia feita por um pastor contra policiais militares durante uma ocorrência registrada em uma igreja evangélica de Cajazeiras. A informação foi confirmada pelo chefe da Seção de Comunicação da PM, tenente-coronel Eugênio.
Segundo o relato do pastor, a equipe policial chegou ao templo durante um culto para atender a uma denúncia de perturbação do sossego. Ele afirmou que interrompeu a celebração, reduziu imediatamente o volume do equipamento de som e retornou para conversar com os policiais.
De acordo com o religioso, a maior parte da guarnição manteve uma postura respeitosa, mas um dos policiais teria agido de forma ríspida, afirmando que ele deveria ser preso, mesmo após o volume ter sido reduzido.
Ainda conforme o pastor, durante a ocorrência uma integrante da igreja questionou o motivo da denúncia e, segundo ele, teria sido ofendida pelo policial, que supostamente respondeu com a expressão "cala a boca, satanás". O líder religioso afirmou que mais de cem pessoas presenciaram a situação.
O pastor também declarou que perguntou aos policiais se havia sido realizada a medição dos decibéis do som, mas, segundo ele, nenhum equipamento para aferição do nível sonoro foi apresentado.
Durante a cobertura do caso, o jornalista WGLEYSSON DE SOUZA informou que tentou entrevistar o pastor na igreja, mas ele já havia deixado o local. O jornalista também relatou que já vivenciou situação semelhante em uma ocorrência envolvendo som alto, quando afirmou ter sido conduzido à delegacia mesmo após desligar o equipamento sonoro antes da chegada da Polícia Militar.
Antes da reportagem, o jornalista entrou em contato com o tenente-coronel Eugênio, chefe da Comunicação da Polícia Militar, que informou que o caso seria encaminhado ao comandante do 6º BPM para análise das providências administrativas cabíveis.
Versão da Polícia Militar
Em nota oficial, o Comando do 6º Batalhão de Polícia Militar informou que, após receber a denúncia formalizada pelo pastor, determinou à Corregedoria a imediata instauração de sindicância para apurar rigorosamente os fatos e todas as circunstâncias da ocorrência.
Ainda conforme a corporação, após a conclusão da investigação interna, o comando decidirá pelo arquivamento do procedimento ou pela adoção das medidas disciplinares que forem consideradas cabíveis, conforme o resultado da apuração.
O caso segue sob análise administrativa.
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