A eleição ainda não aconteceu, mas alguns aliados de Chico Mendes, candidato a primeiro suplente na chapa de João Azevêdo ao Senado, já fazem planos políticos que ultrapassam as urnas e chegam diretamente a Brasília.

A narrativa divulgada nos bastidores aponta que, caso seja eleito senador, João Azevêdo poderia ser convidado para ocupar um ministério em uma eventual nova gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o afastamento do titular, Chico Mendes assumiria temporariamente a cadeira no Senado.

Os defensores dessa possibilidade destacam o perfil técnico de João Azevêdo, sua experiência na administração pública, a passagem pelo Governo da Paraíba e sua vinculação política ao campo de esquerda como características que poderiam credenciá-lo para integrar uma equipe ministerial.

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Até o momento, entretanto, não existe anúncio oficial de convite, negociação ou compromisso para que João Azevêdo assuma um ministério. A possibilidade circula como projeção de aliados e depende de uma sequência de acontecimentos políticos ainda não definidos.

O primeiro passo seria a eleição de João Azevêdo para o Senado. Em seguida, seria necessária a vitória de Lula na disputa presidencial. Somente depois poderia existir um eventual convite para a Esplanada dos Ministérios e a decisão do senador eleito de aceitar o cargo.

A legislação permite que o suplente assuma quando o senador eleito se licencia para exercer o cargo de ministro de Estado. Nesse caso, a substituição ocorre durante o afastamento do titular, conforme as regras constitucionais aplicáveis ao mandato parlamentar. Senado Federal

Entre a projeção dos aliados e a posse de Chico Mendes no Senado existem pelo menos três etapas: João precisa vencer, Lula também precisa ganhar e o convite para o ministério precisa realmente acontecer.

Um interlocutor que acompanhava a conversa tratou de colocar os pés do grupo no chão: primeiro seria necessário esperar a vitória de João; depois, a de Lula. Se tudo isso ocorrer e a composição ministerial confirmar a expectativa, aí, como se diz no Sertão, “nós lava a égua”.

A expressão resume o entusiasmo dos aliados de Chico Mendes diante da possibilidade de o Sertão paraibano ganhar espaço no Senado. Para o grupo, a eventual ascensão do suplente ampliaria a representação regional em Brasília e fortaleceria sua atuação política.

Nos Bastidores do Poder, projetar cenários futuros faz parte da campanha. Essas narrativas ajudam a mobilizar apoiadores, criar expectativas e apresentar ao eleitor as consequências políticas de determinada chapa.

O risco aparece quando uma hipótese passa a ser divulgada como certeza. Não há como antecipar o resultado das urnas, a composição de um futuro governo ou as escolhas que seriam feitas pelo presidente eleito.

Por enquanto, João Azevêdo disputa uma vaga no Senado e Chico Mendes integra a chapa como primeiro suplente. A chegada ao ministério e a consequente posse do suplente são possibilidades políticas, não acordos oficialmente confirmados.

Antes de “lavar a égua”, portanto, o grupo ainda precisará atravessar as urnas e esperar as decisões que somente serão tomadas depois da eleição.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ – 4407/PB | API/PB 3072.