O descarte irregular de lixo continua sendo um dos problemas urbanos mais persistentes de Cajazeiras. Mesmo após campanhas de conscientização e serviços de limpeza, sacolas, embalagens e outros resíduos voltam a aparecer nas ruas, inclusive em áreas movimentadas do Centro.

O cenário revela que recolher o material descartado resolve apenas a consequência imediata. Sem uma política permanente de educação ambiental, fiscalização e orientação sobre horários e locais adequados para a disposição dos resíduos, a cidade permanece presa a um ciclo repetitivo: limpa-se em um dia e, pouco tempo depois, os mesmos pontos estão novamente ocupados pelo lixo.

Há também uma responsabilidade direta de quem insiste em utilizar ruas e calçadas como locais de descarte. A limpeza urbana é dever da gestão pública, mas a conservação dos espaços depende da colaboração da população, dos comerciantes e de quem circula diariamente pela cidade.

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O lixo nas ruas de Cajazeiras não representa somente uma falha de limpeza, mas evidencia a ausência de uma cultura coletiva de cuidado com a cidade.

Também não basta orientar quem reclama a procurar outra autoridade ou transferir responsabilidades — como diz a expressão popular, “mandar procurar o bispo”. As reclamações precisam ser recebidas, encaminhadas e acompanhadas pelos setores competentes, com respostas objetivas e providências verificáveis.

A gestão municipal pode ampliar campanhas educativas nas escolas, no comércio, nas feiras livres e nos bairros, além de identificar os locais onde o descarte irregular ocorre com maior frequência. Sinalização, divulgação dos horários da coleta, instalação adequada de recipientes e fiscalização contínua são medidas que podem reduzir o problema.

Educação ambiental não pode aparecer somente em campanhas pontuais. Precisa fazer parte da rotina administrativa e da formação cidadã. Cajazeiras necessita de uma estratégia permanente que una limpeza urbana, participação popular, fiscalização e responsabilização para preservar os espaços públicos e melhorar a qualidade de vida.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.