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Uma parte importante da memória educacional de Cajazeiras está desaparecida. A placa comemorativa que registrava os nomes dos integrantes da primeira turma a concluir o curso na Escola Polivalente Cristiano Cartaxo, em 1976, não estaria mais no local onde era preservada.
O registro completa 50 anos em 2026 e representava mais que uma simples peça instalada na estrutura da escola. A placa documentava o início de uma trajetória educacional construída por professores, estudantes, servidores e famílias que fizeram parte da instituição ao longo de cinco décadas.
Até o momento, não foram apresentadas informações sobre quando a placa desapareceu, se foi retirada para manutenção, guardada em outro espaço ou perdida durante alguma intervenção realizada no prédio. Também não há elementos que permitam atribuir responsabilidade pelo ocorrido.
Quando uma placa histórica desaparece, não se perde apenas um objeto: apaga-se uma referência material da trajetória de uma escola e da própria cidade.
A ausência de esclarecimentos reforça a necessidade de a direção da unidade, ex-alunos e órgãos responsáveis pela Educação verificarem arquivos, depósitos, salas desativadas e registros de reformas. Fotografias antigas também podem ajudar a identificar as características da peça e permitir sua reprodução, caso o original não seja localizado.
Os nomes registrados na placa pertencem à primeira geração de concluintes do Polivalente Cristiano Cartaxo. Para antigos estudantes e seus familiares, o monumento possui valor afetivo. Para Cajazeiras, integra a documentação de uma cidade historicamente reconhecida pela relação com o ensino e pela formação de diferentes gerações.
O caso também chama atenção para a forma como o patrimônio das instituições públicas é catalogado e protegido. Placas, livros de atas, fotografias, documentos, troféus e objetos comemorativos precisam ser inventariados para evitar que mudanças administrativas ou intervenções estruturais provoquem perdas irreversíveis.
A escola pode abrir um canal para receber fotografias e informações de antigos alunos, professores e funcionários. Uma mobilização da comunidade ajudaria tanto na localização da placa quanto na reconstrução da história da turma formada em 1976.
Encontrar a peça original seria o melhor desfecho. Se isso não for possível, a produção de uma nova placa, baseada em documentos oficiais e registros preservados, permitiria recuperar parte da memória perdida e prestar homenagem aos primeiros concluintes.
Por enquanto, permanece a pergunta: onde está a placa que guardava os nomes da primeira turma do Polivalente Cristiano Cartaxo? Diante do desaparecimento e da falta de respostas, como resume a expressão popular, “só Jesus na causa”.
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