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O cerco institucional contra os envolvidos no esquema de fraudes contra aposentados começou a se fechar de forma concreta. Em resposta aos desdobramentos da operação "Sem Desconto", deflagrada na manhã desta terça-feira, 17 de março, a principal medida restritiva aplicada contra a deputada federal Maria Gorete Pereira foi a determinação de monitoramento contínuo por meio do uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as ações da Polícia Federal diretamente contra a parlamentar.
As restrições impostas à deputada do vizinho estado do Ceará refletem a gravidade das acusações levantadas pelas investigações. Segundo o relatório oficial enviado ao STF, Maria Gorete é apontada por receber cerca de R$ 1,5 milhão em propinas milionárias com o objetivo de viabilizar acordos fraudulentos dentro do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para embasar a medida de monitoramento eletrônico, o ministro Mendonça citou mensagens interceptadas e uma tabela de propinas enviada pelo empresário investigado Natio de Lima, onde o nome da parlamentar aparece associado à quantia de R$ 780,4 mil. Além disso, a Polícia Federal demonstrou que a deputada recebeu valores expressivos em sua conta bancária e realizou transferências vinculadas à estrutura do esquema.
Sob a lente analítica da coluna de Wgleysson de Souza, a aplicação da tornozeleira eletrônica representa um avanço, mas ainda desperta ceticismo nos Bastidores do Poder e entre os eleitores que acompanham os reflexos dessa crise na Política da Paraíba. O questionamento que ecoa na sociedade é se a parlamentar, que já está com o dispositivo de monitoramento no pé, será efetivamente presa ou se as medidas cautelares atuais serão o limite máximo da punição. A imposição do equipamento eletrônico sinaliza que a blindagem política pode estar ruindo, contudo, a verdadeira resposta exigida nas urnas e nas ruas é a responsabilização penal rigorosa daqueles que corrompem seus mandatos e adotam a máxima de que o dinheiro público fica melhor no próprio bolso do que servindo ao povo.
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